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Setembro, mês da Bíblia PDF Imprimir E-mail
Qua, 31 de Agosto de 2011 00:00

SETEMBRO

MÊS DA BÍBLIA

Nosso povo católico recebeu com simpatia a motivação do "Mês da Bíblia" para, nesse período, se dar afincadamente à leitura, meditação e conclusões práticas a dirigirem a vida com Deus.

Foi a Bíblia sempre venerada na Igreja Católica. Entretanto, é patente não bastar a Bíblia para ter certeza a respeito de tudo o que foi revelado. É a Bíblia com a Tradição a suprema regra da fé. A luz de autêntica Tradição é que a igreja pode distinguir os verdadeiros livros bíblicos do Novo Testamento doa apócrifos ou falsos. Não fora a Igreja católica, não se poderia qualificar de autênticos os Evangelhos de Mateus, marcos, Lucas e João, assegurando-os como verdadeiros, e postergando outros falsos. E assim os demais livros canônicos do Novo Testamento.

O Novo Testamento na riqueza de sua mensagem é a realidade, a concretização do Antigo Testamento. A Nova Lei leva-nos a melhor compreendermos a Antiga Lei. A Igreja Católica insta para que seus filhos leiam e estudem a Bíblia, em particular ou em grego. Alguns textos, entretanto, difíceis de compreensão, precisam ser explicados ou desenvolvidos pelos que os estudaram com pertinácia. Muitas expressões da bíblia em geral, para bem compreendidas precisarão de estudos fundamentais de arqueologia, história civil, regiões em que se verificaram determinados acontecimentos, filologia.

Algumas interpretações sem base científica poderão levar a distorções, mesmo a pessoas bem intencionadas. As multiplicações de seitas ou denominações não-católicas, que vão crescendo desabaladamente em nossos dias (Há mais de 400 seitas, todas falando de fé, de Cristo, de verdades eternas, etc.) podem explicar-se por interpretações puramente subjetivas, destituídas de objetivos fundamentos.

Frisa o Concílio Vaticano II. O amor e a veneração e o quase culto das sagradas Escrituras levam nossos irmãos a um constante e cuidadoso estudo da página Sagrada: pois o Evangelho é a força de deus para a salvação de todo aquele que crê, do judeu primeiro, mas também do grego (Romanos 1,16)

Invocando o Espírito Santo, nas próprias Sagradas Escrituras procuram a Deus, que lhes fala em Cristo prenunciado pelos profetas. Verbo de Deus por nós encarnado. Nelas contemplam a vida de Cristo e aquilo que o Divino Mestre ensinou e realizou para a salvação dos homens, sobretudo os mistérios de sua morte e ressurreição.

Mas, enquanto os Cristãos de nós separados afirmam a autoridade divina dos Sagrados Livros, pensam diferentemente de nós cada um de modo diverso sobre a relação entre as Escrituras e a Igreja. nela, segundo a fé católica, o magistério autêntico tem lugar peculiar na exposição e pregação da palavra de Deus escrita.

No entanto, no próprio diálogo as Sagradas Letras são exímios instrumento na poderosa Mão de deus para conservação daquela unidade que o Salvador apresenta a todos os homens (Unitatis Redintegratio, n. 21).

A IGREJA E A BÍBLIA: Não passa a Igreja Católica um dia sequer, em todos os quadrantes da Terra, sem ler textos sagrados contidos no Novo e Antigo Testamento. Os atos litúrgicos fomentam se de riquezas bíblicas; almas consagradas a Deus na vocação sacerdotal ou religiosa encontram alimento diário nas Sagradas Escrituras.

Na celebração da Missa, antes da eucaristia que é o Divino Pão da alma, os participantes recebem o pão da palavra bíblica que lhes alimenta o espírito.

Ao participarem, pois, da Santa missa, os fiéis católicos se esforcem o máximo possível para escutar a Palavra de Deus. e escutar é bem mais do que simplesmente o ouvir. Ouvir é para quem não fecha os ouvidos e apanha o som das palavras, enquanto Escutar é prestar toda a atenção possível na leitura e comentário da palavra de Deus. Não é o saber de cor textos bíblicos o que mais importa, e sim assimilar-lhes o sentido, a sua essência, e procurar por na vida a prática do que fora escutado.

Tomando em conta, particularmente, os evangelhos, são eles de atualidade perene, aproveitando aos de boa vontade, em todo o orbe terrestre, servindo à verdade e à virtude.

Escreveu, no século III, São Cipriano Bispo e Mártir, que os preceitos evangélicos outra coisa não são que ensinamentos divinos, fundamentos para edificar a esperança, alicerces para consolidar a fé, alimentos para revigorar o coração, leme para dirigir o caminho, refúgio para garantir a salvação. enquanto instruem na Terra os espíritos dóceis dos fiéis, conduzem-nos para o Reino dos Céus Tratado sobre a oração do Pai Nosso (cap 1-3: PL Patrologia. Latina, 4, 519).

Ouçamos também estas palavras de Eusébio, Bispo de Cesaréia, do século IV. Diz ele que João Batista, em pregando a céu aberto, "é por isso que aquela voz manda abrir o caminho para o verbo de Deus, a aplainar os obstáculos e aspereza, a fim de que o nosso Deus possa entrar (...). É esta a pregação evangélica e a nova consolação que quer fazer chegar ao conhecimento de todos os homens a salvação de deus (...). quem é que leva a Boa Nova senão o coro doa apóstolos que proclamam o Evangelho? Que significa Boa Nova? Pregar a todos os homens e, em primeiro lugar, ás cidades de Judá, a vinda de Cristo à Terra" (Sobre o profeta Isaías, cap. 40: PG (Patrologia Grega), 367-367).

Estudar os Evangelhos de modo especial, meditá-los e coloca-los na própria vida. e fazer apostolado concitando a outros a fazerem o mesmo. E ser cada cristão apóstolo da Boa Nova, levando-a aos irmãos de coração aberto.

Em nenhum lar faltem os Evangelhos. Propomos para o Mês da Bíblia, neste setembro, o Livro de Rute, livro rico de beleza poética e de incentivos à caridade. Leiamo-lo, pois, com atenção e interesse.


Última modificação em Dom, 28 de Agosto de 2011 10:24